Instituto de apoio a pessoas com Síndrome de Down promove inclusão social

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Instituto Viva Down, de Belo Horizonte, proporciona atividades culturais que incentivam a convivência entre pessoas com Síndrome de Down. Aulas de dança, música, culinária além de atendimento de fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga, com o objetivo de propiciar a inclusão social, são ofertadas na instituição. O instituto não recebe auxílio governamental e atualmente sobrevive com ajuda das famílias e pessoas que fazem suas doações. Eles também recebem alimentos, roupas e repassam para pessoas carentes.
O espaço é aberto para todos sem distinção de classe social. Hoje eles atendem cerca de 60 alunos, mas podem receber até 100 pessoas, em turnos distintos. Devido a pandemia, as aulas estão acontecendo de forma virtual. No espaço físico, apenas estão ocorrendo os atendimentos de fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e psicóloga.

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  • Socialização

A diretora do Instituto, Iracema Machado, acredita que a socialização a partir da cultura une os cidadãos. Por ter um filho portador de Síndrome de Down, ela trabalha há mais de nove anos com a inclusão de pessoas com necessidades especiais. A diretora atuava em outra entidade e, a partir da experiência, resolveu abrir o seu próprio Instituto que, segundo ela, tem o objetivo de “dar oportunidade às pessoas com Down e suas famílias”. 
Luan Mogis frequenta instituições de apoio ao portador de síndrome de Down há mais de sete anos. “Estou muito feliz pelas oportunidades de me relacionar, conviver com as famílias, fazer novos amigos e mostrar para a sociedade que somos capazes de estudar, trabalhar e ter os mesmos direitos, sem nenhum preconceito”.
De acordo com a psicóloga, Márcia Soares, a inclusão social geralmente é feita por via legal, mas o que o instituto faz é incluir o portador de Down, a família e a sociedade em um mesmo ambiente, nas mesmas atividades, sem a necessidade da lei e pela própria vontade de se relacionar. “O trabalho é uma forma de criar uma cultura, daí a importância de incluir essas pessoas nele e consequentemente na cultura”, concluí a psicóloga.
  • Preconceito

A psicóloga Márcia diz que a população prefere manter suas ideias, preconceitos e crenças do que repensá-las.  “Os preconceitos sempre existirão com  quem for diferente da maioria. As diferenças nos obriga a repensar nossa identidade, daí repensar o preconceito”, declara.
Portador de Síndrome de Down, Luan acredita faltar uma relação diferenciada com os especiais. “Falta acabar com o preconceito porque ainda não somos respeitados como cidadãos e como pessoas que podem ter atitudes positivas”, defende.
A diretora do Instituto Iracema, acredita faltar oportunidades e credibilidade para os especiais. “Eles são julgados muitas vezes como incapazes e coitados. Acredito que o deficiente pode ser eficiente e excelente em tudo que tiver oportunidade para ser”, concluí.
  • Mais sobre o Viva Down

O instituto Viva Down fica na Rua Deputado Bernardino Sena Figueiredo, 472, no bairro Cidade Nova, em Belo Horizonte. Quem tiver interesse em saber mais, ligue ou mande seu WhatsApp para a Iracema Machado:  (31) 98661-1261. Você também pode mandar sua mensagem pelo Facebook (Clique aqui!)
De acordo com Iracema o instituto recebe doações pela conta abaixo:
(Itaú) Agência: 6985 – Conta: 25215-1
Associação Casa Viva Down
PIX institutovivadown@gmai.com
A diretora do Instituto afirma ainda que presta conta das doações. 

* Crédito Foto: Instituto Viva Down

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